Tuesday, July 07, 2009

Fogos de artifício

De vez em quando parece que nos perdemos no caminho ou que mudamos de rumo nas encruzilhadas que nos baralham os sentidos. É como ficarmos encandeados pelo Sol poente quando nos bate directamente nos olhos tirando-nos a capacidade de raciocínio.
Aparentemente caminhamos seguros e convictos de que está tudo controlado. Puro engano!
Esquecemo-nos que nunca estamos sózinhos ainda que à nossa volta não vejamos ninguém. As informações que continuamente recebemos influenciam-nos a cada passo, fazendo emergir memórias do passado que julgavámos definitivamente arrumadas. E o pior é quando essas memórias nos lembram períodos menos bons das nossas vidas, nos angustiam, desenvolvendo uma raiva crescente que parece querer explodir e arrasar tudo à nossa volta.
Aconteceu-me na semana passada e sei que devia ter dito cara-a-cara à pessoa certa que era um hipócrita egoísta. Não o pude fazer por ausência desta e fiquei rouca!
Estranha a fragilidade do nosso corpo terreno que ao mesmo tempo se revela um barómetro preciso do nosso equilíbrio menos físico.
Estarmos atentos aos sinais de todos os dias é a nossa tarefa mais importante. Através deles conseguimos compreender onde estão as nossas fraquezas e, fortalecermo-nos para os desafios subsequentes.
Não é um caminho fácil bem me avisaram... é um alerta constante que nos permite fazer as correcções necessárias para não nos perdermos no caminho, para sabermos fazer as melhores escolhas de entre as múltiplas ofertas com que somos bombardeados sem descanso.
Parar para meditar tem-se tornado imperativo para o meu discernimento e para a minha paz interior.
Retomo o meu percurso e mais uma vez sigo em frente tentando não me desviar do objectivo a que me propus!

2 comments:

Silvia said...

A raiva prejudica antes de mais quem a sente e não aquilo que a despoleta. O segredo está em conseguir perceber isso e gerar genuinamente compaixão a partir daqui. :) Boa sorte!

gataborralheira said...

Gosto destes conselhos sábios.
Obrigada