
Era pequena e esta era a frase que ouvia frequentemente a minha avó dizer. Por isso, a roupa lavada era estendida no campo, ao Sol, por cima das estevas e, lá ficava a secar.
Esse tempo de espera era aproveitado pelos mais pequenos para as correrias que se não podiam fazer em casa. Sobretudo para mim que vivia em Lisboa num andar, sem ninguém da minha idade para brincar, era uma ocasião maravilhosa! Corria até ficar a transpirar e ria, ria até ficar sem fôlego.
Era no verão que encontrava a minha família quando aproveitava as férias grandes para sair de Lisboa onde vivia com os meus Pais.
Gostava tanto daquela partilha de tempo que nem me incomodavam os comentários jocosos que faziam ao meu sotaque lisboeta. Ria-me para dentro quando os ouvia falar uns com os outros e, nem perguntava o significado de algumas palavras que só os locais entendiam. Ria-me para dentro para não os magoar, para não acharem que estava a gozar com eles e, porque queria muito que gostassem de mim, a menina ausente que só por lá aparecia no verão...
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